Janeiro 20, 2010

Erva de Ferro
Sonhos cortados
Profundo Pesar
Respira fundo

Tenho-te a ti
Dama de ar
Gostava de outra coisa
Inspira novamente

Cigarro aceso
Queima sem amanhã
Gosto de ti
Expira

Escrevo-te confusão
Mais um dia
Continuo a sonhar
Um dia chegarei
Gostava de outra coisa
Gosto de ti
Continuo a sonhar

Setembro 20, 2009

Mil Pedaços de mim.
Mil papéis, mil formas, todas me servem, nenhuma me pertence, mil pedaços espalhados por aí!
Quase me dou ao mendigo "lindo de Lisboa" caso ele tropece em mim pelo chão.
Estou entregue.
Em mil pedaços como de papel.
Pertenço a todos.
Já não me pertenço.
E onde estou afinal?

Agosto 11, 2009

Nicole Goulart Simão
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Sempre que posso vou-te espreitar.
Procuro o teu olhar perdido de sonhos.
Mostro-me, insisto, sempre insisto!
E aí estás tu... Lua Cheia pequenina...
A iluminares a minha noite.
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07/07/2009

Abril 22, 2009

A mente é como um estilhaço de outros tantos como ele
Que se misturam, transformam, desalinham-se
Desalinham-me
Demasiadas vezes me recolho dos pedaços caídos
O natural seria não pensar,
Seguramente sem demolições.
Mas eu insisto
E recolho os estilhaços... 1 a 1
E devolvo ao caos... matéria para se explodir!

Abril 20, 2009

Continuo à janela poluída
Em dias sem fim, colados, trancados
Interiores de fumo roxo, denso
À espera do dia de voltar de mares revoltos, marés vivas, castanhas de espuma.
Crianças sem medo.
A coragem é um espelho... devolve-te o que lhe deres.
Não largo o início
Contrastes mentais, difusos...
Agora, aqui, sou eu outra vez
Amanhã... quem sabe o que serei!










Abril 13, 2009

1 gota de suor
1 pingo de chuva que não hoje
1 raio de sol lateral
1 janela aberta ao que vier
1 jeito irreverente
1 brincadeira de criança
1 banho quente em noites frias
1 copo de vinho com amigos
1 cigarro com o café
tu sempre ao pé de mim
1 praia muito perto
1 onda muito longe
1 beijo de filha
1 lua enorme
1 vento leve leve leve
tu sempre ao pé de mim
1 dia mais
1 novo projecto
mais 1 copo de vinho
1 noite tranquila
tu sempre ao pé de mim

Março 15, 2009


Continua-me a bater este mar na cabeça!
Não consigo esquecer, nem arrancar de mim, nem o cheiro, nem as cores, nem o calor de um sol limpo, no meio do mar que me bate no pensamento e vai bater no cais e vem em mim novamente.
Dispo-me de tudo e ainda assim não chega... vejo tudo desigual.

E aqui, desta janela poluída, consigo perceber perfeitamente o que não procuro, tudo o que nao quero e o quanto está longe o mar que me fez crescer. Perfeitamente claro!

Pedras quentes, espuma branca, areia preta... tudo se completa. Tudo se fecha num círculo perfeito que agora vejo em fumo diante de mim... desfaz-se!

Outubro 15, 2008

Espanta-me a neurótica mentalidade dos indivíduos robotizados
Que escolhem a ‘Não vida’
Tudo turvo, promíscuo, incerto, decrépito e sujo.
Ninguém nada entende nada.
Fecha-se o pano, soltam-se as cordas, muda o cenário...
Os actores são os mesmos!

Alucinados pensamentos metálicos
Nem num poema te enquadras
Doentia obcessão
Tudo certinho...

CORROMPE-TE para A VIDA!


Oh Carmo! Oh Trindade! CAI LOGO DE UMA VEZ!

Setembro 10, 2008

Dançaste na noite calma.
Abandonaste-te em cena, pleno palco, do dia que ainda esperas vir.

Perdeste-te na consciência, que te leva sem regresso ao labirintico desdobrar da vida... a única que conheces... e esqueces, que te enrolas em meandros de esperança para no fim te deixares cair novamente no precipício da tua mente.

Claro que é sempre absurdo morrer!
Tal como é viver.
Sentes a solidão e levas-me contigo mais uma vez, para juntos percorrermos o velho caminho da infância e nos afogarmos na paixão que corroi a noite e só aí saberemos que estamos vivos, mesmo que por breves instantes... tão breves quanto a nossa presença nesta peça.

Setembro 03, 2008

Sagrada Familia

Agosto 27, 2008

Agosto 04, 2008

E no crepúsculo ausente de um sonho
Consigo refazer-te dos pedaços em que te fiz.
E componho uma nova dança, onde nos envolvemos como se à chuva andássemos felizes.
E o vento corta o pensamento tolhado de palavras, suspiros, fragmentos que eu não vou escutar.
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E neste torpor de imagens
Danço em anéis de fumo,
Sem princípio nem fim,
Sem sequer existir.
E no último rasto de luz
Deixo-me vencer e cair com a certeza de que te vou encontrar novamente.

Agosto 03, 2008

Arrancas-me a vontade com dentes de sangue!

Julho 23, 2008

Em Orbita...

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3 sois pairam lentos sobre mim.
Lembram-me que o mundo não pára.
Continuo em sobressaltos nocturnos,
Amanhã é outro dia!

Volto outra vez!
Não tenho palavras...
Nem sei o que sinto hoje.
Nem ontem me lembro de ter sentido alguma coisa.

Hoje é o outro dia
Igual ao de ontem.
Continuo em rota livre...
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Giro com 3 sois na minha mira
Desfazem-se com a noite.
Lucidez profunda, branca, redonda...
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Fumo.
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Amanhã será outro dia!
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Julho 08, 2008

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Doem-me os pés de andar nas nuvens!
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Julho 07, 2008



Todos os dias.
Escombros de cidade ficam para trás
deslizo em carris num vai e vem desenfreado
automatismo, impulso, longe, devagar, nao pára...
Nem preciso pensar!

-"Só na hora seguinte... lamento!"

quadrados, quadro, vivo, vidro, pés, sempre, água, eu, telhados,
aí vamos nós
volto.

Praias cinzentas, gaivotas com motor,
Pedras, chão, cigarros,
1 copo de vinho
Escrevo, Escrevo-me...
mais uma estação!

Junho 04, 2008

Wih the Devil

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Fiz um pacto com o diabo.
Agora e aqui, arde o tempo. A memória arde com ele.
Limpa o restolho do que já não faz mais sentido.
Fiz um pacto para a vida. Fechei negócio ao contrário.
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Aqui e agora não conta mais o desatino de outros dias. A vertigem Ruge!
O Querer Cair!
Tropeças no meu amor mas ele já não me pertence.
Dei-o no pacto que fiz, num negócio ao contrário... e fiquei assim!
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À espera!
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Livre!
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Maio 16, 2008




Retomas a escrita.
As palavras dançam perversas entre o fumo de um cigarro que te inspira a mente e expira na folha pensamentos cortados, amarelos, rebentam-te na ponta dos dedos, soltas, doidas, frente-a-frente.
Combate perdido.
Só tu e elas... não tens hipótese. Nunca ganharás. Mas podes sempre tentar. Luta desigual. Só existe na tua mente louca como as palavras doidas que escreves. Nao podia ser de outra maneira.

E depois? Qual verdade será mentira?
Qual o pensamento a seguir?
O que esperas de mim?
E o que esperas que eu espero?
Quanto tempo?
Quantas danças mais?
Quantos livros, palavras, canetas gastas...
Quantas praias vazias queres? E quantas Luas serão precisas?
E no fim? Chegará para ti? Sobrará para o mundo...?
Todo o mundo dentro de ti!

Maio 15, 2008

Ema Bernardo Simão

Gostava de te escrever por inteiro
Passar-te para o papel
Mostrar-te
Mas nao sais de mim
Nao me sais da cabeça
Nao me atravessas o braço
Nao te tornas riscos e bolhas de tinta
E eu gostava de te escrever por inteiro
Mas nao para te partilhar a ti mas sim a mim e o tanto que tenho de ti.
Assim todos veriam o quanto tu és grande dentro de mim.
Tanto que nem te consigo escrever por não saber por onde começar.

Março 10, 2008




“O tempo sempre esteve aqui, e eu passei por ele quase sempre sozinho.
No entanto, recordo: deixaste-me sobre a pele um rasgão que já não doi. Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor.

Dantes, o olhar seduzia e matava outro olhar. Agora, odeio-te por não me pertenceres mais. Odeio-te. Abro os olhos. Regresso ao meu corpo e odeio-te. E, quem sabe se no meio de tanto ódio não te perdoaria – mas ambos sabemos que o perdão não existe.

Se fugias, perseguia-te. Mas o olhar começava a cegar. Sentia-te, já não te via. E o pior é que o tacto também esqueceu, rapidamente, a sensualidade da pele e o calor do sexo. O rosto aprendido de cor.

Hoje, tudo se sobrepõe. Nomes, rostos, gestos, corpos, lugares… um montão de cinzas que me deixaste como herança.

Não devo perder tempo com o ciúme. A paixão desgastou-me. E nunca houve mais nada na minha vida – paixão ou ódio.
Só isto: se me aparecesses agora, tenho a certeza, matava-te.”


Al Berto
In “O Anjo Mudo”

Janeiro 18, 2008

Falo
Mas nao me ouço
As palavras ardem-me na memória
Rebentam furiosas
A clareza nelas
Mas nao me ouço.

Sufocam-me as ideias e vontades contidas nelas
Trazem à luz tudo o que sou
O que quero não lhes diz nada. A minha vontade não intimida.
São donas de mim.
Falo e não me ouço.

Dezembro 11, 2007

Exercício de Escrita Criativa.
Escrever o que surgir na mente - Ao som da peça:

Contrappunto dialettico Alla mente

de 'Luigi Nono' – 1968
Eis o que surgiu:


Multidão, esquálida, aperta-se, isola-te, abstrai-te.
Vês mas não ouves. Enlouqueces lentamente nas vozes da tua mente.
Tocam-te mas não sentes, sentes mas não interessa. Avanças como a loucura. Chamam-te! Chamam-te? Tens a certeza? Atentas nos teus movimentos para a multidão novamente. Foges com a mente de novo. Mas é tarde demais! Regressas sem piedade. Tentas passar, a loucura abandona-te. De novo nasceste para morrer mais uma vez nos braços da disforme razão. Qual a razão que não é tua.
Lentamente te banhas em águas gélidas. E agora tremes de frio. Aperta-te os músculos, doem-te os dentes e os neurónios, encolhem-se em rigidez. Bloqueiam-te os pensamentos. Cavalos dançam em ideias loucas à tua volta. Homens vomitam ordens crueis. A morte tem o seu alívio.
Finalmente encontras passagem. Calma e serena, lenta como a tua loucura. Devagar, tão lento que fica um rasto... rastejas para fora, procuras calor.
Fumo branco envolve-te. É esse o caminho – não há caminho!

Dezembro 05, 2007


"À procura, procura o vento. Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra."

José Luis Peixoto


Outubro 11, 2007

“You lost that feeling
You want it again…
More then I’m feeling
You’ll never get…”

Deus

“Nothing Really Ends"

Setembro 24, 2007



Arrepia…
Tu, o frio da noite, o som que se ouve, o vento, o mar, o incerto, a tua imagem, o meu amor, a lentidão das coisas… e nem vê-las passar de fúria.
Correm imagens vazias do que será, foi entredentes simulado, zangado… doentio ahah e nunca mais!
Nem sei qual a linha, pensamentos entrecortados. Ilusão cadenciada. Flores azuis, lazulis… energia, luz, como é belo o mundo! Arrepia pensar quem não o sente.
Eis o momento!

Maio 15, 2007


Há dias assim, em que as cores
se confundem no reboliço da tua alma,
que é a minha. À paixão brindemos
que nos trouxe, assim tão perfeita,
a semente nossa
que nos unirá para sempre.

Há dias assim, em que percebo claramente
o que já vivi, e acho tudo tão pouco,
e é tudo tão simples, e o amor é tão grande
que nao me cabe por dentro, tao certo, como eu e tu.

Há mesmo dias, em que o nosso
'Baguinho' chega para iluminar
o escuro do dia e a claridade da noite
e o sorriso que choro pertence-lhe
como o mar pertence ao céu em
manhãs calmas de verão.
"E na palma da tua mão
busco ternura
sem contar meses, anos, dias,
sem saber dizer
se já te chorei
por inteiro
o suficiente
para nao voltar
a perder-te"
Vasco Gato
in "Um mover de mão"

Maio 10, 2007

Ema

As ruínas que te deram o nome, são aquelas que reconstruí... nao de pedra e cimento mas de imagens e sentimentos, tudo muito arrumadinho, para no fim terminar em ti!

20/11/2006

Outubro 23, 2006










40 mil olhos
60 mil palavras
900 mil despedidas
540 mil quedas
1000 vezes tu
200 mil fugas
120 mil regressos
500 mil estilhaços

1500 ruas

Não Consinto nem 1 mais palavra!!!

Perco-me nelas porque nao as sei dizer.
Mas nao minto ao descrever-te em números…

São já demasiados traços em 1 só folha de papel!